The Punisher Netflix – Mais que só violência

Herói ou vilão, depende de que lado você está

No começo de 2015 a Netflix não só consertou o Demolidor na TV, mas também apresentou um novo estilo de super-herói, mais violento e real, e menos “super”.

A primeira temporada de Demolidor foi a série de heróis perfeita, até que foi lançada a segunda temporada e conhecemos um Punisher de verdade, não o engomadinho do primeiro filme e nem o robô do segundo, e percebemos que só uma coisa poderia ser melhor que essa segunda temporada… Uma série solo para o Justiceiro.

Então graças ao deus Netflix (fãs de American Gods entenderão) a série solo do Justiceiro foi produzida, tendo aquela violência gostosa que a gente esperava e de bônus ainda uma boa história sobre veteranos de guerra e conspiração.

O Justiceiro

A grande diferença do Justiceiro para os heróis tradicionais e o que faz com que a gente goste tanto dele é que o problema de hoje não será o problema de amanhã. Ele não faz ameaças, simplesmente corta o mal pela raiz. Quantos problemas o Superman teria evitado se matasse o Lex Luthor, ou o Batman se matasse o Coringa…
*Não que eu esteja dizendo que super-heróis deveriam matar todo mundo, mas é um ponto a ser discutido.

Enquanto o Demolidor quer ser um bom advogado e ajudar quem precisa, a Jéssica Jones quer continuar suas investigações para poder comprar mais bebida, Luke Cage quer levar mulheres para tomar café, o Punho de Ferro quer ser o Defensor de Ku-Lun e Inimigo declarado do Tentáculo… e o Punisher? O Punisher só quer vingança.

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Eu (e a metade da torcida do Corinthians) só esperava uma coisa: violência! Forte e pesada. E ela não decepciona, apesar de não ser somente isso, como muita gente desejava, o programa entrega bem a violência, mas acima de tudo, a Fúria!

Mais do que um cara espancando pessoas, Jon Bernthal demonstra com maestria esse ódio na hora de espancar as pessoas, quem não se lembra dos ataques de fúria do Shane em The Walking Dead?! Isso tira o elemento robô que teve o último Punisher dos cinemas, que era violento, mas não tinha emoção.

Sidequests e outros personagens

‘O Justiceiro’ é mais uma série em que a Netflix não só acerta no cast, mas também nas histórias paralelas relacionadas a esses personagens.

Até o Micro superou muito as expectativas, tanto personagem, quanto na história.

Aqui especificamente temos uma grande parte do tempo destinada a história da família do ‘Micro’, que apesar de algumas vezes parecer desnecessária e sem sentido, na verdade serve muito bem para mostrar tanto o poder de manipulação do Castle, como também seu lado mais humano, mais civil e menos militar.

A segunda história paralela envolve a Madani e o Departamento de Segurança Nacional, que apesar de importante para a trama e da personagem ser boa, conta uma história bem genérica de corrupção, que vemos em qualquer série ou filme que se propõe a abordar conspirações.

Pra quem acha que jogar CoD é a mesma coisa que ir para a guerra…

E por fim, para mim a melhor sidequest da série e que faz um paralelo muito importante com a realidade, mostrando as sequelas que a guerra causa nas pessoas, e a forma como cada uma delas lida com isso, sendo Lewis e Curtis, os dois opostos nesse caso. Mostrando também que qualquer tipo de discussão tem dois lados, até mesmo se Frank Castle é mesmo um herói e se seria possível um Punisher real.


Enfim, para o desgosto de alguns, a série tem história, tem mais personagens, tem subtramas, e tem Karen Page (apesar de ela estar ficando menos chata a cada nova série onde ela aparece), e não só aquela violência gostosa e educativa que sempre se espera do Punisher, e como eu disse, isso decepcionou e decepcionará, muita gente, mas nem de longe me incomodou.

Tudo fez parte da criação do caráter do personagem e tornou a série algo mais completo, e esses momentos de violência mais dosados, ajudou a dar muito mais peso a vingança.

Se diz fã, mas assistiu a série toda sem se ligar em quem é Billy Russo. (eu)

Não sei ainda se gostei mais dessa temporada do que da segunda de Demolidor, porque a aparição do Justiceiro lá é nada menos que Épica, mas posso afirmar fácil que está no Top 3 de melhores temporadas da parceria Netflix / Marvel.

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